A abordagem de Roberta Fragoso com suas pobres e insustentáveis teses.
A senhora Roberta não precisaria recorrer a gens oou teses científicas para defender o seu ponto de vista, já que é um direito de todos lutar pela preservação do nicho próprio, no caso, o do poder do qual ela participa. A defesa que ela faz é pelo menos justa para com os seus iguais e aí nada a criticar porque o egoismo ou egocentrismo nos torna cegos e, às vezes, obtusos a ponto de tergiversar sobre questões cristalinas como o preconceito racial brasileiro que alija do processo social e do empoderamento o igual de pele negra. Negar o destratamento do negro como ser igual é querer tapar o sol com peneira e impingir que entendamos que as diferenças sociais não leva em consideração em grandiosíssima frequência o fato do elemento ser negro. Talvez pro não ter idade para haver presenciado e nem tempo a perder com leituras que a demonstrem essa realidade, ela não saiba que até bem pouco tempo os negros não frequentavam clubes sociais da elite nem entravam em elevadores sociais; não levar em conta o olhar do policial ou até mesmo do vigilante sobre o homem de pele negra; o aconchego da carteira ao corpo e olhar preocupado quando um negro se aproxima; talvez também não tenha ela tido tempo ou interesse de, ao invés de buscar a genética - que ninguém que seja sério discute como viés que ofereça forma de combate ao racismo e ao cinismo preconceituoso instalado na sociedade brasileira pelo estamento de poder constituído ao qual ela luta para pertencer, com todo direito. Não precisamos ir longe para percebermos as suas companhias sociais, principalmente no que tange ao combate programático contra as cotas universitárias. Foi aluno de Gilmar Mendes, é advogada do DEM e no lançamento de um determinado livro não se avergonhou de posar ao lado de um grupo de brancos para afirmar que não tinha racismo no Brasil porque a raça é humana, justamente para falar de discriminação quando o negro foi discriminado não podendo participar do debate nem da mesa formada. O importante daquele momento foi ela ter afirmado que podemos ter os nossos preconceitos mas não manifestarmos em função das penas da lei. E é verdade! Mas quem tem esse conceito intrincado não vai deixar de usar os meios subliminares para fazer valer o seu sentimento nas oportunidades possíveis. E assim foi feito no lançamento do livro, onde a regra foi estabelecida pelo grupo anti-cotas universitárias para dar conotações de legitimidade ao golpe que desfechariam contra os interesses negros.
Então, não devemos racializar o Brasil, segundo ela em seu artigo, na contramão da história porque isso já está feito e desnecessário o confronto pois todos vivemos uma sociedade tranquila e fraterna com a segregação que institucionalizaram no silêncio das noites de conquistas da hegemonia atual tendo o povo negro pagando a conta que ela se diz não devedora, conquanto usufrua do sacrifício do negro na produção da riqueza que ela também desfruta e agora não quer pagar o "devido imposto" sonegando mais um tributo como a sonegação da verdade que insiste em propagar.
Nenhum de nós tem dúvida ou questiona a sua natureza humana. mas ela ainda não percebeu o foco da discussão porque ungida por uma prática maniqueísta dos seus pares que não agem publicamente, para não serem pilhados em crime, mas que agem nos porões desocupados de suas consciências para estabelecerem um novo marco regulatório do quanto o povo negro pode ou não avançar na direção dos seus direitos humanos, mantendo-os presos aos grilhões das correntes modernas do escravagismo também moderno.
Se a RF ao menos pensasse que as cotas não tiram dela a oportunidade qualquer mas concede a outros oportunidade qualquer, por uma simples análise de conteúdo, talvez fosse mais condescendente com a nossa busca de povo negro e coerente com a maioria da opinião pública que, com visão ampla da realidade - conceito de pessoa normal - e saísse dessa cristalização de conceito de raça humana como um apêndice inflamado na discussão de fundo.
O povo negro não precisa de permissão para se conceituar e se admitir como humano, já que é a origem da humanidade, também negada pelos reacionários de plantão, quase fascistas.
Hitller tinha a sua visão de povo e provocou o holocausto. Os seus seguidores, ainda nos dias atuais, o consagram e só não fazem a mesma atrocidade em grandes números pelo império da lei. Mas eles pensam também na raça ariana como a única possível de existir, embora sendo tenham a consciência de que a raça é humana. E, mesmo essa raça humana sofre com a distorção de caráter de muitos dos humanos. E essas distorções estão presentes na atitudes do poder de decisão que o povo negro combate para que possa ter acesso pleno aos direitos. Estão presentes na educação quando a educação pública que deveria ser a universal e única foi assaltada pela educação privada que começa a exclusão a partir do valor da mensalidade que não cabe no bolso do povo negro (raça humana). É esse povo que estuda na escola pública desqualificada, talvez, para valorizar a escola privada que vai competir com os alunos da escola privada nas universidades públicas em total desvantagem. As cotas universitárias são consequência e não causa. Consequência de um descaso e despreocupação com o povo negro que vive à míngua e na exclusão. Seria muito bom que a consciência da raça humana não subjugasse ninguém pela cor de sua pele. E isso está provado na própria adoção de crianças. As de pele preta dormitam nos orfanatos tendo que a procura é por criança de pele clara. Aqui cai o mito de cotas sociais que a procuradora não quer admitir por questão de conteúdo programático do partido que representa.
Cai também um outro mito por ela defendido: escola pública de qualidade. Naturalmente por estar com as vistas e ouvidos cerrados não vê nem ouve que estamos discutindo cotas universitárias e não cotas para jardim de infância, pré-natal ou primeiro ciclo do curso seriado até a universidade. É um discurso que nos remete a pensar se ela quer que todos os negros em idade universitária devam voltar a útero materno e se rematricular na escola pública de qualidade que, sinceramente, não chega ao meu conhecimento como chega esse texto dela, qualquer iniciativa fora das discussões das cotas para prover a escola pública de qualidade, cuja iniciativa não teria qualquer imbricamento com as cotas universitárias tão combatidas pelo ela e o seu partido neoliberal.
Centro minha referência na RF porque a vejo como jovem que pode mudar o seu olhar e tratar de causa que estabilizem uma relação humana dando-lhe notoriedade maior que a obtida com o combate ás cotas universitárias, já que antes, embora morador do DF há mais de trinta anos, não tinha ouvido falar em seu nome.
E o faço também pela minha cota de amor ao próximo independente do quanto este próximo seja irreverente minha luta embalado pelo ópio do poder e do pragmatismo: os contra normalmente têm mais chances de notoriedade do que os a favor de qualquer causa. Prova disso é que enquanto muitos labutam a favor do bem-estar de tantos, o que aparece nas mídia é a criminalidade, as barbáries, o antagonismo.
Então ser "Contra a racialização do Brasil" é ser a favor da manutenção do status de racialização que atinge frontalmente o povo negro em suas perspectivas de vida digna e equânime.
A quem discorda dessa assertiva,ficam aqui algumas perguntas: qual a cor da diplomacia brasileira (humana)?; qual a cor do oficialato brasileiro (humano)?, qual a cor da justiça brasileira (humana)?, qual a cor do poder brasileiro (humano)? qual a cor da procuradoria brasileira (humana)? qual a cor da riqueza brasileira (humana)? qual a cor da universidade brasileira (humana)? qual a cor da mídia brasileira ((humana)? qual a cor do gueto brasileiro (humana)?
qual a cor da pobreza brasileira (humana)? qual a cor dos escravos brasileiros (humanos) geradores de toda essa riqueza nacional porque os índios (humanos) são tutelados?, qual a cor das mulheres brasileiras (humanas)em postos importantes? qual a cor do seu amor (humano) na escolha do companheiro ou companheira, sendo você de pele branca?
Pode ser objetiva na resposta senhora RF. Gostaria de receber a sua resposta.
Fraternal e docemente.
NEGRODEFINIÇÃO
Aquele que não tem conceitos e/ou preconceitos porque é definição de Deus humanamente falando, e escória tentada e não conseguida pelo poder dominante.
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Um comentário:
O Brasil vive a racialização desde o seu inicio. O discurso da procuradora representa mais uma vez o cinismo do racismo brasileiro.
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